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O objetivo desse blog é publicar todos os conceitos elaborados e sintetizados ao longo dos quase 15 anos de prática e estudos em Estratégia & Gestão. Sou admiradora de sínteses e esquemáticos que muitas vezes, ou quase sempre, conseguem auxiliar o entendimento daqueles que buscam conhecimento. Meu grande objetivo é o “diferencial”: elaborar esquemas visuais que possam ajudar no entendimento da prática da gestão, governança e estratégia.

Uma imagem vale mais que mil palavras.”
Confúcio, filósofo chinês viveu em 470 a.C

Esse blog foi lançado em 28/12/2009

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Design Thinking


O Design Thinking (ou Pensamento de Design) é um modelo mental colaborativo. Uma abordagem que acelera a inovação e a solução de problemas através de um olhar humano criativo. Ao retirar as barreiras do pensamento cartesiano, o Design Thinking oferece um espaço para as ideias emergirem sem pré-julgamentos, fazendo com que o cérebro saia da sua zona de conforto e consiga idealizar soluções criativas para novos produtos e serviços desejáveis.

O Design Thinking (DT) tem como pilares: empatia, experimentação e prototipação cujos focos estão em entender as pessoas para as quais estamos projetando, experimentar novos modelos e pontos de vista e criar versões rápidas do produto ou serviço - o quanto antes - para que se possa aprender com os erros e evoluir mais cedo em uma lógica onde se aprende fazendo.



Se você achou interessante, gosta de trabalhar com ANÁLISE DE NEGÓCIOS sendo criativo através de ideias e sabe se virar em momentos de caos aparente. E, além disso, é otimista! Se esse é seu papel diante a vida e ao invés de “O que há de errado?” você – cotidianamente - utiliza “E se?”, você deveria conhecer um pouco mais sobre DT!

domingo, 6 de abril de 2014

Olhe para seu negócio e crie serviços extraordinários por meio da Tecnologia da Informação.


Os serviços, sobretudo àqueles que envolvem TI, herdam todos os desafios inerentes aos quatro atributos que os diferem dos bens:

  • São intangíveis;
  • Indivisíveis;
  • Variáveis e 
  • Perecíveis.

  • Os serviços são intangíveis, pois o resultado não é simplesmente um produto físico que pode ser tocado, sentido, observado, provado, apalpado, ouvido ou cheirado antes de serem adquiridos. São indivisíveis (inseparáveis) por que não se pode separar o processo de fabricação do serviço, do prestador, do cliente e até mesmo – por vezes – de outros clientes. São altamente variáveis, pois o mesmo serviço pode ser executado de formas diferentes ou com qualidades distintas. E finalmente, os serviços são perecíveis e por isso não podem ser armazenados para venda ou utilização posterior. Que desafio!

    Avaliando cada atributo de forma individual, ganha-se um entendimento mais amplo daquele que será o setor de ponta da indústria nessa década: a indústria de serviços. Se já não é! Com o advento da terceira revolução industrial e com o crescimento da utilização da internet, a demanda e o fluxo de informação aumentaram exponencialmente. Levando a patamares imensuráveis o conhecimento, a prestação de serviços e as pessoas altamente especializadas.

    Mas como podemos definir serviço?

    Talvez a forma mais simples de traduzi-lo seja como ações e desempenhos produzidos por uma entidade ou pessoa, para outra entidade ou pessoa, na intenção da geração de valor para quem o adquire.  Evidenciando sua condição de ser produzido e consumido ao mesmo tempo, tornando o fornecedor e o consumidor coprodutores do serviço. Bons exemplos são serviços de consultorias, treinamentos, manutenção de equipamentos ou mesmo serviços médicos. Em todos os casos, se o cliente não for participativo dando informações relevantes, tirando suas dúvidas, desdobrando as recomendações sugeridas em ações; o serviço não terá provavelmente os resultados pretendidos.

    Logo, os serviços não se limitam às empresas de serviços. Na verdade, eles podem ser o grande diferenciam estratégico de qualquer segmento da economia. E é a partir desse quadro que a Tecnologia da Informação vem abraçar completamente os serviços sendo sua grande alavancadora. A Tecnologia da informação vem moldando o setor de serviços e exercendo uma influência nunca vista nos negócios. Ela cria oportunidades para novos produtos viabilizando formas diferenciadas para a oferta de serviços existentes de modo mais acessível, rápido e lucrativo. A Tecnologia da informação transforma as ações básicas de pagamento, relatórios, pedidos, atendimento, vendas e comunicação, mudando completamente a experiência do cliente. Uma compra pode ser realizada dentro de casa com apenas 1 clique!

    A Tecnologia permite que a informação chegue a todo o lugar. Ela conecta pessoas, processos, parceiros, informações, dados e até mesmo “coisas”. Facilita transações globais, provê serviços diferenciados e ainda reúne equipes virtuais por todo o mundo. A Tecnologia da Informação não é somente um canal, ela é capaz de transformar as pessoas e todas as gerações.  Descobrimos que não mais nos bastamos sozinhos, precisamos nos conectar para que possamos obter conhecimento e gerar a inteligência necessária. Ela nos tornou multitarefa! Podemos fotografar ou filmar, mandar email, telefonar, navegar pela internet quase ao mesmo tempo por um único dispositivo. Ela pode ser o início, o meio e o fim; ou tudo isso de uma só forma.

    Recentemente foram divulgados pelo IBGE os resultados econômicos obtidos em 2013. E adivinhem? Os serviços tiveram o maior impacto porque respondem por quase 70% do setor produtivo brasileiro. Em destaque no setor estão atividades de serviços de informação (com alta de 5,3%), transporte, armazenagem e correio (2,9%) e comércio (2,5%). Resta-nos alguma dúvida de qual caminho seguir? Olhe para seu negócio e crie serviços extraordinários para a satisfação do seu cliente por meio da Tecnologia da Informação.

    segunda-feira, 24 de março de 2014

    Inteligência Estratégica aplicada a Negócios de TI através do Business Model Canvas.

    Há muito tempo se desdobra uma guerra entre o intelecto humano e a “inteligência” artificial. Cientistas buscam máquinas que possam superar humanos. Certamente conseguirão, devido ao poder de processamento das máquinas e de toda inteligência humana aplicada. Mas como?  Criando um modelo para que a máquina, de forma estruturada e lógica, possa achar o melhor caminho. Mapear essa lógica é a forma mais óbvia de ensinar à máquina a pensar de forma organizada e clara e, então, encontrar a solução mais assertiva. Temos que entender que o próprio ser humano pode e deve utilizar essa mesma técnica para enxergar, entender, analisar e decidir.
    Essa lógica é facilmente compreendida ao se utilizar representações mentais. As pessoas não captam o mundo exterior diretamente, elas constroem internamente suas próprias representações mentais através da visão, por meio de representações analógicas. É a linguagem da mente. Dessa forma se consolida a utilização de modelos mentais capazes de representar determinados objetos ou eventos. A partir de um modelo mental estabelecido, as pessoas tem maior facilidade de analisar e inferir informações adicionais que não existiam previamente. Imagine isso aplicado aos negócios?
    Podemos resumir! Um modelo mental é a representação do conhecimento por meio de uma analogia visual a partir de elementos e relações dentro de um contexto. Nos negócios de TI esse contexto pode ser uma empresa já estabelecida, um novo empreendimento ou até mesmo um novo produto/serviço. Essa representação possibilita uma visão empresarial clara e possibilidades de inovação. Tal representação, ou modelo mental, pode ser transcrita como um modelo de negócio.

    Modelos de negócio descrevem a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de uma organização. Com isso, Osterwalder e Pigneur (2010) criaram um modelo de inovação em negócios baseado no preenchimento coletivo do canvas (pano de fundo, em português). É um quadro, que pode ser em papel A1 colocado na parede, sobre o qual são colocados post its através da contribuição das pessoas envolvidas. O modelo criado é chamado de Business Model Generation e divide esse pano de fundo em 9 componentes específicos. Ele é uma ferramenta de gestão estratégica e empresarial que permite descrever, desenhar, desafiar, inventar e rodar modelos de negócio.
    O Business Model Generation facilita a discussão entre os participantes e alinha os conceitos envolvidos. Ele acaba se tornando um ótimo ponto de partida para criar novas estratégias! Permite descontruir e construir, facilmente, modelos de negócio. Isso tudo baseado em nove componentes básicos e suas relações, que demostram de forma lógica como uma organização é capaz de gerar valor. Os componentes cobrem as quatro áreas principais de um negócio: clientes, oferta, infraestrutura e viabilidade financeira.
    Com relação aos clientes, o modelo é fragmentado em três componentes:
    • Segmentos de Clientes: Define a organização ou o grupo de pessoas que uma empresa busca alcançar e servir. Para um ideal entendimento, os clientes devem ser agrupados através de atributos comuns perfazendo segmentos distintos.
    • Canais: Pontos de contato dos clientes em que ocorrem a comunicação, distribuição e venda por meio da entrega da Proposta de Valor. Os Canais representam um fator importante para a experiência do cliente por representarem a interface da empresa.
    • Relacionamento com Clientes: Tipos de relações – pessoais e automatizadas - que são estabelecidas com determinados Segmentos de Clientes. As relações podem estabelecer a conquista e retenção de clientes e ampliação de vendas.

    Com relação à oferta, o modelo é identificado por um único componente:
    • Proposta de Valor: Pacote de benefícios da empresa, podendo incluir produtos e serviços, que cria valor para um determinado Segmento de Cliente por meio de diferenciação. Esse é o principal motivo que leva os clientes escolherem uma empresa a outra.

    Com relação à infraestrutura, o modelo é identificado por três componentes:
    • Recursos Principais: Recursos mais importantes para criar valor para os clientes. Eles podem ser físicos, financeiros, intelectuais ou humanos. Podem ser locados ou comprados ou até mesmo adquiridos de parceiros.
    • Atividades-Chave: Atividades mais importantes que uma empresa deve exercer para operar com sucesso; gerar e entregar a Proposta de Valor; alcançar mercados através dos Canais; manter Relacionamentos com Clientes e gerar Fontes de Receita.
    • Parcerias Principais: Rede de fornecedores e parceiros que permitem ao Modelo de Negócios funcionar adequadamente.

    Com relação às finanças, o modelo é identificado por dois componentes:
    • Fontes de Receita: Receita gerada a partir de cada Segmento de Cliente. As Fontes de Receita podem ser através de pagamento único ou renda recorrente.
    • Estrutura de Custos: Custos mais importantes envolvidos na operação do Modelo de Negócios.

    Os post its são preenchidos e colocados à medida que os itens de cada componente são identificados e relacionados. A construção lógica do negócio vai se tornando mais clara e trazendo amplo entendimento a todos envolvidos. O espaço reduzido para escrita torna-se um aliado, pois exige um poder de síntese da equipe. Instaura-se uma nitidez ao negócio talvez nunca vista! E então surge um modelo mental completo e convergente.

    Os Post its podem ser rearranjados até o modelo mental estar condizente com o negócio naquele momento – AS IS BUSINESS. Ou seja, permitir que a equipe tenha uma visão holística empresarial do modelo de negócio atual. Empresas de TI são na maioria esmagadora provedoras de SERVIÇOS e, para elas, estruturar um modelo em que a proposta de valor é baseada em serviços não é nada fácil. Isso se deve a algumas particularidades dos serviços que os diferem dos produtos (ou bens tangíveis).
    Os serviços são intangíveis, pois o resultado não é simplesmente um produto físico que pode ser tocado, sentido, observado, provado, apalpado, ouvido ou cheirado antes de serem adquiridos. Normalmente os serviços de TI são compostos por PESSOAS, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, PROCESSOS e PARCEIROS. Nos resta empacotar tudo isso e entregar uma Proposta de Valor íntegra dotada de todos os benefícios requeridos pelos Clientes. Como explicar um suporte de TI sem que o cliente experiente previamente como ele funciona?
    O Prestador de Serviços de TI precisa oferecer uma representação tangível que comunique os resultados do Serviço que irá prestar, pois no fornecimento encontrará dificuldades em medir, controlar e testar os entregáveis. Além disso, os clientes são coprodutores dos serviços (inseparáveis), pois ocorrem por meio de produção conjunta entre cliente e prestador. Os clientes participam do processo e acabam influenciando nos resultados gerados e no valor entregue. Como entender toda a necessidade dos clientes no início do desenvolvimento de um software?
    Realmente não é nada fácil, mas devemos começar pela definição ideal da Proposta de Valor a ser entregue aos clientes. Esse componente é a alma do negócio e, por se tratar provavelmente de serviço, deve ser meticulosamente definido e apontado corretamente para o Segmento de Clientes correspondente. Os clientes são diferentes e precisam entender a Proposta de Valor como algo completamente adequado às suas necessidades. Por vezes devemos dizer “não” para alguns Segmentos de Clientes, pois certamente não enxergarão valor e acharão o serviço caro ou inadequado. Então, por meio do canvas relacione cada cliente a sua Proposta de Valor correspondente! Para isso, use post its de cores diferentes, por exemplo.
    Canais e tipos de Relacionamento com os Clientes são a próxima etapa. O objetivo é sempre identificar a melhor forma de estar em contato com cada Segmento de Clientes. É importante ressaltar que quanto mais itens existirem, mais o negócio poderá se aproximar do cliente, porém mais investimentos serão necessários. Com essa ótica um modelo de precificação pode ser criado e adicionado nas Fontes de Receita. Concluindo assim o lado direito do canvas, que é dotado de emoção e determinador do valor.
    O lado esquerdo deve refletir e garantir o valor, portanto, é mais racional e prevalece a eficiência. Atividades-Chaves principais são delineadas e todos os Recursos Principais utilizados devem ser mapeados. Se o negócio for software, a Atividade de desenvolvimento de software deve ser estabelecida e uma boa equipe de desenvolvedores deve ser criada como Recurso, por exemplo. As Atividades-Chave que não são absorvidas pela empresa devem contar com as Parcerias para compor a entrega de valor. Aqui também entram os fornecedores estratégicos!
    Uma boa Estrutura de Custos deve suportar todos os Recursos envolvidos e também estar alinhada com as Receitas obtidas. Isso permitirá que o negócio tenha plena consciência dos seus geradores de custos e da sua efetiva lucratividade.


    Com o Business Model Canvas construído, o empreendedor ganha primeiro uma conscientização esclarecedora do seu próprio negócio. E logo em seguida o “poder de poder” inovar. Depois de todo exercício estratégico, o empreendedor poderá aplicar verdadeiramente sua inteligência estratégica para questionar o Modelo de Negócio, avaliar o ambiente no qual seu modelo atua e buscar novas estratégias. Alterando alguns post its e incluindo outros o empreendedor inova/renova e desenha o novo Modelo de Negócio a ser implementado – TO BE BUSINESS. É aqui se vive o momento de inferir inovações e praticar a Inteligência Estratégica aplicada aos Negócios de TI. Sucesso!

    quinta-feira, 13 de março de 2014

    TI, por onde começar?

    Pela CENTRAL DE SERVIÇOS.
    Em uma ótica inovadora, consciente e que se propõe a promover sutis alterações nos processos corporativos, o atual momento mundial espera de nós uma atitude dotada de estratégia diferenciada, capaz de arrancar inovações em qualquer âmbito. É o momento de trabalhar as estruturas internas e reelaborar os quatro pilares - processos, pessoas, parceiros e produtos - que foram absorvidos sem muito critério devido ao crescimento desordenado. É o momento de organizar a casa e fazer mais com o que se já tem – eficiência com eficácia.
    A busca pela competitividade é fator primário para o incentivo à inovação. Já fazemos benchmarking para que não percamos tempo em inventar aquilo que já existe e, buscamos a diferenciação no detalhe. Detalhe esse que será criado, utilizado e guardado a sete chaves até que, seguindo o ciclo de vida normal de toda inovação, torne-se público e deixe de ser inovador e, consequentemente, um diferencial competitivo. Nota-se, então, que não basta inovar, mas também faz-se necessário incluir uma variável essencial chamada tempo e, impreterivelmente, agregar agilidade à inovação.
    O cenário econômico atual, inquestionavelmente competitivo, exige empresas dinâmicas e gestores com alma e atitudes regadas de empreendedorismo diário. É preciso gerir com práticas melhores a cada dia. Inovações que dão certo se transformam em melhores práticas e surpreendem o mercado com um audacioso grau de competitividade. É a oportuna alavancagem, adquirida a partir da obtenção de algo que ninguém possui. Porém, o tempo propõe uma equanimidade aos diferenciais e rapidamente todas as empresas afins já absorvem esse diferencial e, com a contaminação benéfica, temos as melhores práticas transformadas em boas práticas.
    O fator essencial é que as inovações não simplesmente aconteçam, elas devem permanecer! Devem ser internalizadas, consolidadas e servirem de base para mais e mais inovações. Devem fazer parte da gestão diária da empresa. Somente assim podemos obter uma empresa com crescimento gradativo e sustentável e, principalmente, consciente. Podemos afirmar que esse é o “pulo do gato”, em que a empresa está organizada e pode absorver tudo aquilo que lhe parece bom através de uma melhoria continuada. Melhoria boa é aquela que se torna prática diária e que gera resultados em todos os aspectos e, impacta positivamente nos resultados financeiros a cada final de mês.
    Tudo pode parecer fácil se começarmos de forma correta. Soluções de curto prazo devem ser elaboradas por cada empresa. A grande oportunidade está na ação imediata através das melhorias internas, que consiste em revisar quase tudo o que já existe a fim de que haja a oxigenação dos processos com boas doses de inovação.
    Mas afinal de contas, por onde começar? Pela informação, o maior ativo empresarial. É através da informação que geramos conhecimento e sabedoria às pessoas para tomada de decisão, verdadeiramente, assertiva. Precisamos começar nossas mudanças internas através daqueles que colhem, cuidam, multiplicam e distribuem a informação. A TI é o cuidador da informação e nos parece, no momento, a grande jogada que faltava aos empresários.
    Uma TI saudável e preparada para aportar a estabilidade e o crescimento empresarial pode ser o diferencial competitivo perene, como nunca antes vimos. Basta uma visão empresarial simplificada para entender, que a TI é um negócio dentro de um negócio e, que para todo negócio devemos esculpir um sistema de gestão apropriado. A TI é um provedor de serviços e precisa ter em seu modelo de gestão, o serviço como ponto fundamental; ou seja, um Sistema de Gestão de Serviços.
    O Sistema de Gestão de Serviços deve ter uma visão ampla dos serviços e fornecer uma abordagem de curto, médio e longo prazos. Deve prever conquistas diárias e resultados recorrentes! Deve conversar com o negócio através de um Catálogo de Serviços claro, íntegro e com a linguagem do cliente. Deve instaurar um Service Desk para prover uma porta estruturada de contato para seus clientes. Deve medir e melhorar continuamente.

    Como podemos planejar a TI e estruturar um Sistema de Gestão de Serviços se não temos informações seguras sobre a TI. Como sermos assertivos? Temos que dar o primeiro passo para desvendar a TI. Qual? Estruturar e colocar em operação a CENTRAL DE SERVIÇOS. É ela que nos dará os registros e evidências necessárias para conhecer o cliente, a equipe, o negócio e tudo ao seu redor!!! É a CENTRAL DE SERVIÇOS que nos permitirá mapear as demandas do negócio, as necessidades da TI, a satisfação dos clientes, os prazos acordados, os serviços prioritários e riscos associados, os quantitativos relevantes, os custos diretos, os ativos essenciais e, principalmente, a percepção de valor do negócio.

    sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

    TI : O real sentido da letra "i"

    Será que já podemos substituir a letra “I” da TI por INTELIGÊNCIA? O futuro, agora tão próximo, parece apontar para as tecnologias direcionadas ao mercado de dados para gerar inteligência, pouco se fala na informação. Nada vale se a “tal da informação” não se transformar de forma mágica e rápida em inteligência. As empresas entenderam que algumas tecnologias estão mudando os ritmos e a tomada de decisão dos negócios e começam a correr para se atualizar por meio da mobilidade, computação em nuvem, big data e redes sociais. É uma viagem sem volta, levando a TI à uma posição mais estratégica e com foco no cliente (quem usa!).


    São algumas tendências que causam a ruptura de modelos tracionais de consumo de tecnologia. Brasileiros fiéis frequentadores de redes sociais como Twitter, Facebook e Google+. Em 2017 serão 110 milhões de acordo com a consultoria americana eMarketer. Isso acaba gerando uma busca incansável por mobilidade. No 2º trimestre de 2013 a venda de smartphones superou a de celulares comuns. Segundo a consultoria IDC foram 8,3 milhões de smartphones e 6,7 milhões de celulares. Isso se deve também à redução dos preços dos smartphones frente a concorrência direta com fabricantes chineses.

    De acordo com a E.life, essa expansão ocorre em todas as faixas etárias e classes sociais. Esses pequenos equipamentos de alta performance acabam rebaixando os PCs e indo parar dentro das empresas. Isso traduz a “consumerização”, que é a tecnologia mais intuitiva, com os usuários mais familiarizados com seu uso e substancialmente mais autossuficientes para escolherem por si mesmos quais dispositivos, apps e métodos irão utilizar para trabalhar (self-service). Isso significa levar seus próprios hábitos diários e sociais para dentro da empresa!

    A computação mais intuitiva - acessível a todo instante e na ponta dos dedos - gera um dos principais sintomas: o BYOD (Bring Your Own Device) que pode ser traduzido como “traga seu próprio dispositivo”. Isso significa que os colaboradores estão usando tablets e smartphones no seu dia a dia e querem trazê-los para seus ambientes de trabalho, normal não? Tão normal que já está criando uma ruptura na TI. O BYOD permite que os colaboradores usem dispositivos que mais os agradam para a realização das suas tarefas profissionais. O “departamento de TI” não é mais o guardião do ambiente tecnológico e nem tão pouco poderá homologar tudo que vem por aí através dessa onda.

    A TI deve aproveitar o momento e ser estratégica através de uma liderança proativa nesse processo. Questões de risco, legais e trabalhistas devem ser fatores de ponderação para tomar as devidas ações e definir adequadamente as políticas. Claro, regras devem existir! Empresas começam a buscar como utilizar essa potencialidade dos usuários de tecnologia, mas entendem que ainda é difícil devido ao grande volume de informações dos ambientes móveis e sociais. Como investir sem garantias de resultados? É importante começar e experimentar, tatear esse novo personagem - do mundo digital - capaz de acessar em média 48 vezes seu smartphone em busca de novidades. É aqui que surge uma das grandes tendências, o big data.

    O Big Data é um conjunto de soluções, processos e métodos de TI capaz de trabalhar com dados digitais em grandes proporções de armazenamento e velocidade de transmissão. Seria como extrair inteligência – sem quase intervenção humana – para estruturar dados em determinados contextos para a tomada de decisão. Como exemplo, é como traçar perfis em decorrência do uso desses pequenos dispositivos móveis fazendo essas novas tecnologias comungarem com dados embaralhados e em grande quantidade. Essa é a principal tendência muito bem mapeada e relatada pelo Gartner Consulting, segundo a consultoria crescerá mais de 50% até 2015.

    Cerca de 90% de toda a informação disponível na internet foi criada nos últimos 3 anos. Esse processo está apenas aumentando a cada dia por meio da utilização de computação nas nuvens pelas empresas, num mercado com previsão de crescimento de 40% até 2016 segundo a Frost & Sullivan. Fica claro que o uso da nuvem é também uma tendência sem volta, uma vez que as pessoas não querem mais “carregar” suas informações, mas, sim, “acessá-las” por meio dos seus dispositivos móveis. O cloud computing é um local remoto, fora do ambiente físico da empresa e tem na disponibilidade e na economia seus maiores incentivadores. As empresas diminuem seus investimentos em infraestrutura e colocam seus arquivos, programas, plataformas e outros serviços para serem acessados via internet. Pagam pelo uso e não pela propriedade. Já é fato!


    Isso tudo somado nos faz entender que estamos a caminho da tecnologia inteligente e integrada com foco no cliente, aquele chamado pela TI de usuário (nome ultrapassado!). São verdadeiramente clientes – cidadãos digitais - que escorrem os dedos através dos seus próprios dispositivos em busca de experiências em tempo real e personalizadas, a qualquer momento e a todo instante.